Bike Fixa Brasil
Aqui você encontra as informações necessárias para a montagem de uma bike urbana com pinhão fixo.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
domingo, 31 de março de 2013
Segundo Aniversário do Blog
Hoje fez 2 anos que postamos o primeiro artigo no blog; e esse artigo continua sendo o mais lido do blog:
Como Montar uma Bike Fixa de Baixo Custo.
Atingimos a marca de 175 mil visitas nestes 2 anos. Hoje a media diaria de visitas ao blog está ao redor de 400 visitantes.
Obrigado a todos pela audiência.
Continuo repetindo o pedido: caso o blog não tenha abordado algum aspecto sobre bike fixas urbanas, favor fazer a sugestão nos comentários.
Continuo repetindo o pedido: caso o blog não tenha abordado algum aspecto sobre bike fixas urbanas, favor fazer a sugestão nos comentários.
Muito Obrigado e Boas Pedaladas à Todos.
MarchaFixa
.Rodas Tri-Spokes e Similares Para Bike Fixa
Introdução
Em primeiro lugar meus agradecimentos ao Luís Porto
por ter permitido eu transcrever esse texto sobre suas experiências com rodas
de fixa top de linha para uso urbano.
O mais importante é o que o Luís mencionou nas duas últimas
linhas do texto: “Mas
independente da roda, do preço, do pneu e do “estaile”... meu velho, o mais da
hora mesmo é PEDALAR!!!
Detalhe, eu tenho zero de experiência
com esse tipo de roda. Um tempo atrás fiquei
curioso com a popularidade das Aerospoke na dianteira. Entretanto o peso
assusta um pouco – elas pesam uns 50% à mais do que uma roda montada com
cubo Campagnolo Record Pista, aro Mavic Open Pro e raios DT Swiss trefilados (Competition),
mas essa roda montada fica mais cara que uma Aerospoke.
Boa Leitura.
Tech Post - Rodas, Rodas...e mais Rodas.
Luis Porto
Bom, antes de mais nada, o que você vai ler aqui - se tiver paciência - são as MINHAS IMPRESSÕES PESSOAIS sobre algumas rodas que já utilizei, espero que ajude alguém a escolher o equipamento certo para seu uso.
Eu estou atualmente na minha 4ª configuração de rodas com a fixa... isso em 2 anos. Não porque eu goste de ficar trocando as rodas, mas porque em minha opinião as rodas definem muito da personalidade da sua pedalada, tanto quanto a escolha do quadro, que também estou testando.
![]() |
Fixa do Luís Porto |
O fato é: as rodas da bike mudam completamente o seu estilo, visual e, além disso, seu conforto x performance x durabilidade. Que em minha opinião são aspectos difíceis de "equalizar".
Direto e Reto, meus jogos de roda (na ordem em que utilizei):
- AEROSPOKE na frente e atrás: foi a configuração que usei por mais tempo juntas. CONTRAS: bike pesada e difícil de embalar (claro, depende da relação, nesse e nos outros casos sempre usei 48x16). Rodas muito rígidas para o uso no dia a dia, se andar em asfalto ruim e com buracos pode doer o bolso, nunca tive problemas. PRÓS: ah... o estilo, porque ... elas são lindas em qualquer cor e ficam bem em qualquer bike. Giram muito bem em velocidades mais altas ( 35km/h ou mais) e você sente a diferença da aerodinâmica mesmo a partir daí... antes, pode esquecer que é só o desfile mesmo. Pra quem curte sprints e pedalar de pé com força (nas subidas, principalmente) pode sentar o pé, a rigidez dela se faz presente e toda a sua força é transferida para impulsionar a bike ... a impressão é que quadro e roda traseira são uma coisa só, é ótimo.
- AEROSPOKE atrás e MAVIC KSYRIUM na frente: pra quem não conhece, a MAVIC é francesa e fabrica rodas de pista top de linha... e claro, caríssimas. Mas essa roda que usei na frente é uma mediana que usei muito na minha road, quis testar na fixa. CONTRAS: é uma roda cara, pelo que oferece pra fixa, não tem uma estética das mais legais. PRÓS: com certeza o hub, gira leve e fácil é uma roda de perfil baixo e por isso é leve...e além disso, tem a durabilidade. A AEROSPOKE, o mesmo comportamento acima... porém, nessa combinação nas velocidades mais altas a roda com perfil baixo na frente não favorece... mas também não sofre nos ventos laterais.
- AEROSPOKE atrás e SRAM S60 carbono/alumínio na frente: opa, agora sim... peso atrás, rigidez e aero na frente pra acompanhar. Gostei dessa dupla, rodei bastante com ela. A S60 é fabricada pela ZIPP ( as famosas do triatletas que custam milhares de dilmas... rs..rs..rs), mas não tem o mesmo prestígio. Explico. É uma roda clincher (com câmara) mescla de carbono com alumínio (na borda da roda, onde entra em contato com o freio - pra quem usa como eu), o que faz dela uma roda aerodinâmica, porém, um pouco mais pesada. Essa é para mim quase a combinação ideal, o visual é bacana, mas ainda é uma opção difícil, porque não se encontra somente a roda dianteira pra vender... só o jogo!!! (mais Dilmas ...)
- AEROSPOKE atrás e FULL CARBON 88mm na frente: agora sim, encontrei o equilíbrio que eu procurava, a combinação de uma roda rígida na traseira que gira muito bem, com uma roda AERO, leve e bonita na dianteira. Apesar de ter girado pouco nessa configuração, as diferenças já são gritantes. Primeiro pelo peso - 980g - e o fato de ser full carbon, fica mais bonita, absorve muito bem os impactos na dianteira (mesmo com pneu 700x23) e o melhor, sem comprometer a rigidez, característica da fibra de carbono. Pra quem nunca girou com uma roda de carbono, tem um outro ingrediente "sensorial" que é muito bacana, o barulho da roda girando em contato com o asfalto... algo assim: "VUUUUUUUUFFFF VUUUUUUUFFF VUUUUUFFF"!!! uahuahuaha . É animal, quanto mais rápido você pedala ouve mais o barulho, isso normalmente faz com você queira andar cada vez mais rápido, é normal. Parece besteira, mas o som é animal, nas rodas fechadas de pista parece um trem chegando. Essa roda também é clincher, mas a sensação é de uma tubular, por não ter a "parede" de alumínio na banda de frenagem, a única coisa chata é ter que usar pastilha dianteira para rodas de carbono, não são tão fáceis de achar - ou então não use freio, mas eu uso.
Bom, pra quem conseguiu ler tudo isso aí... parabéns! uhauahuaha Leu um pouco da minha experiência com rodas na minha fixa, não vou parar por aí... tá chegando a traseira full carbon 88mm também. Pra quem acha que rodas e pneus não são tão importantes... o pneu é seu único contato com o solo, as rodas são as peças que impulsionam a sua bike, sustentam e a colocam em movimento, pra mim já são motivos suficientes pra prestar bastante atenção e escolher bem o que você quer. Mas independente da roda, do preço, do pneu e do “estaile”... meu velho, o mais da hora mesmo é PEDALAR!!!
Abraços.
Fonte: Fixed Gear SP – grupo do Facebook
domingo, 24 de março de 2013
Bike Fixa: Restauração de Cubo de Pista Antigo
Nas minhas andanças pelas bicicletarias de São Paulo, naquelas antigas nos bairros, de vez em quando encontros componentes interessantes.
Entre os achados, algumas caixas de direção com rosca na medida standard
(Inglesa/ISO) da Shimano que não mais são fabricadas; e uma caixa da Giorgia
(fabricada na Argentina) cópia da Campagnolo Super Record; um par de “capuzes” (“hoods”) da “Olimpico” fabricado em látex no Brasil que servem nos
antigos manetes de freio Campagnolo “Super Record”. Achei largado em uma bicicletaria de bairro,
na caixa (NOS), um movimento central Dura Ace modelo BB-7410 que ficou perfeito
com o pedivela de pista Dura Ace (NJS), pois tem um eixo de 103 mm. Neste caso
o dono da bicicletaria falou que não ia servir – foi honesto, pois estava
pensando que eu iria usar com pedivela duplo de estrada, mas este MC faz par
com o pedivela duplo Dura Ace FC-7410.
Em outra bicicletaria consegui um par de cubos para speed Campagnolo Record fabricados em 1967 com flange
alta que estavam largados e empoeirados, e montados com componentes que não
eram Campagnolo (espaçadores, contra-porca e as blocagens) e estava faltando
uma “cobertura (anel)” do “oil port”. Os
cubos foram polidos e troquei o eixo por um mais longo 130mm da Campagnolo; o
original era com 120mm, isto é para 5 velocidades. As esferas foram trocadas por esferas de
cromo com grade 25 – similares às originais
da Campagnolo; as quais foram adquiridas na Sóesferas. E demais peças (blocagens
e uma contra-porca) que não eram Campagnolo foram substituídas por originais da
época. O resultado está na foto abaixo.
Cubos Campagnolo Record Strada - 1967 |
Contra-Porca Campagnolo com Estampo - CAM 67 |
A caixa de direção Giorgia (da
Argentina) estava com um visual ruim, mas as pistas estavam em ótimo estado, e
a pista do garfo estava solta da sua base. Ela foi colada na base usando
trava-rosca de alta intensidade e os demais componentes foram polidos e ficaram
com uma ótima aparência e está instalada na fixa Bianchi Ocelot que ilustra a
página inicial deste blog, e está funcionando muito bem, sem folgas etc . Na foto
abaixo, é mostrado também que ela foi montada com um espaçador Campagnolo Super
Record.
Caixa de Direção Giorgia (Argentina) |
Recentemente ganhei de um amigo ciclista um cubo antigo de pista
flip/flop fabricado na Italia em 1954 pela
FB – Fratelli Brivio com 36 furos, a
qual fabricou os cubos para a Campagnolo até 1958. A partir daí os cubos
Campagnolo passaram a ser produzidos internamente. A data do cubo foi determinada pelo estampo
nos cones /contra-porca que são da Campagnolo. O cubo estava com o “lockring” da
Campagnolo (rosca 1.32” X 24 TPI). Ressalte-se que o lockring da Campagnolo só
serve no cubo deles, obviamente, e nos de pista da Miche e da Phil Wood. E veio
junto um pinhão fixo com rosca inglesa (1.37” x 24 TPI) da marca Renak, descobri na internet que foi
fabricado na Alemanha.
Cubo flip/flop Fratelli Brivio - Data de Fabricação |
Cubo flip/flop Fratelli Brivio - Antes da Restauração |
![]() |
Cubos Fratelli Brivio flip/flop - NOS (New Old Stock) |
O cubo flip/flop estava com mau aspecto externo (vide fotos), mas é todo de aço – um bloco
inteiriço!!! Porém as roscas para pinhão e “lockring” estavam em excelente estado. Esse é capaz de
aguentar qualquer “ogro” dando skids.
Desmontei o cubo e vi que o eixo vasado para blocagem não tinha o
estampo da Campagnolo ou da FB. Cubos de pista originais utilizam eixos sólidos
com porcas. Entretanto os demais componentes: cones e contra-porcas tinham a
data e o estampo da Campagnolo e estavam em ótimo estado assim como as bacias
do cubo.
Fratelli Brivio - Estado da Bacia |
Antes de prosseguir com a restauração fiz uma pesquisa na internet sobre
esse tipo de cubo e descobri uma raridade. Um similar a este, mas em melhor
estado, estava sendo vendido por aproximadamente US$ 180 com frete no eBay
(Suiça), mas ainda sem imposto de importação (60%), conforme este link AQUI.
Mandei fazer a re-cromeação da carcaça do cubo e ficou muito bom, exceto
que houve uma pequena contaminação das roscas, e rosquear o pinhão e a
roda-livre ficou mais difícil. Existe uma solução que é usar pinhões da Miche
com “carrier” – depois do “carrier” instalado/rosqueado no cubo você nunca mais
precisa tirá-lo, pois nesse sistema o pinhão fixo é encaixado no “carrier”. O
”carrier” tem rosca inglesa (1.37” X 24 TPI) que é a mesma dos cubos Dura Ace,
Formula, Miche, Campagnolo etc. O
resultado da restauração está na foto abaixo.
Cubo Flip/flop Fratelli Brivio Restaurado |
Coloquei um eixo sólido da Campagnolo que tem rosca 10 mm X 26 TPI com
as respectivas porcas. Para fins informativos, um eixo sólido de cubo de pista
Dura Ace tem uma rosca de 10 mm x 1 FRPM (fio de rosca por milímetro). Para
fazer par com este Fratelli Brivio, consegui um cubo de estrada dianteiro antigo
da Campagnolo que será trocado o eixo (rosca 9 mm X 26 TPI) por um sólido
original com as respectivas porcas.
Agora tenho um bom problema que é arranjar um quadro italiano para ficar
coerente com o nível do cubo, assim como os aros. Esse cubo ficará bom com um
aro similar aos tubulares de antanho, tipo “box” e polido. Uma alternativa é um
Mavic MA3, Ambrosio, Nisi ou FIR – que não são mais fabricados, mas pode-se encontrar no eBay. As alternativas
facilmente disponíveis são um Velocity Razor, Mavic Open Pro ou o Open Sport; ou
ainda um H+Son TB14, que ainda estão em fabricação e são de boa qualidade.
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Aro H+Son TB14 |
O peso do cubo de pista FB
traseiro que tem flange baixa é de 422 gramas, que inclui o “lockrinbg” e
as duas porcas. Alguns vão achar que
isso é extremamente pesado, obviamente não é para competição, mas é ótimo para
andar nas ruas e dar skids, pois é super-robusto. Entretanto é possível fazer a comparação de
pêso com outro componente de bike fixa que era fabricado na época deste cubo FB e continua sendo até hoje e que
não prima pela leveza e sim pelo conforto: Selim Brooks B17.
Esse modelo de selim da Brooks
pesa cerca de 530 gramas segundo
informação obtida neste link AQUI
. Por outro lado, o peso de selins mais modernos e clássicos (que também são
populares entre os fixeiros) tais como: Selle San Marco Concor (298 gramas);
Regal (369 gramas), Rolls (382 gramas). Ou seja, a diferença de peso é de 230
gramas entre o Concor e o B17 e nos outros é menor.
Um cubo de pista moderno com flange
baixa tipo Campagnolo Record Pista
pesa 284 gramas incluindo o lockring e as porcas; e um Dura Ace Track HB-7710 (flange
baixa) tem um peso de 313 gramas incluindo o lockring /porcas. Ou seja, a
diferença de peso com relação ao cubo de aço FB é respectivamente de 138 gramas e
109 gramas.
Conclusão: O adicional de peso de um cubo de fixa FB de aço é menor que
aquele trazido pelo uso de um selim Brooks B-17.
O mais recente achado é um cubo
de pista Campagnolo Record bem antigo com flange baixa, que encontrei em uma bicicletaria, e estava bem
judiado. Ele originalmente tinha 28 furos, e é difícil achar aros com essa
furação. Consequentemente, adicionaram 4 furos em cada flange !!! Heresia da
brava !!! Vejam na foto abaixo os furos espremidos entre os originais. O pior é que nunca fica bom esse tipo de coisa. Alguém deve estar
pensando: Você comprou isso??? Não, eu
ganhei. Dado o estado do cubo, falei para o dono da bicicletaria que iria
utilizar as bacias, que estavam OK, em outro cubo que pretendo restaurar no
futuro. Desmontei o cubo e nenhum componente (eixo, cones e contra-porca) tinha
o estampo da Campagnolo. Tirando os 8
furos adicionais !!! - o resto da
carcaça, roscas, bacias, “dust-caps” estavam em ótimas condições.
Cubo de Pista Campagnolo Record - Estado Inicial (excesso de furos) |
Antes de prosseguir na restauração ou destruição da carcaça para retirar
as bacias, fui checar os preços de cubos antigos similares a este (US$ 175.00 e
sem as porcas,
que custam + US$ 45.00, mas tudo sem frete) na internet
e estavam acima do preço de um cubo
de pista novo da Campagnolo Record (Amazon – US$ 205.00 + frete). Pensei que
talvez valesse a pena montar uma roda com ele. Ressalte-se que a Campagnolo atualmente
fabrica cubos de pista com duas furações: 32 e 36 furos, mas no passado a
variedade era maior.
Além disso, eu tinha os demais componentes necessários para re-montar o
cubo deixando ele praticamente original: um eixo sólido da Wheels Manufacturing (fabricado
nos USA) com 174mm, e rosca da
Campagnolo (10mm X 26 TPI), que é similar ou até superior ao original, e cones
e contra-porcas originais da Campagnolo sobrando. Quanto ao lockring do pinhão fixo, poderia
utilizar o que veio no cubo de pista FB - Fratelli Brivio que é da Campagnolo,
e no cubo FB coloco um Miche que é bem em conta e também é italiano.
Na restauração muitas vêzes é necessário canibalizar uma outra peça similar que tenha problemas graves, mas que tem partes em ótimo estado. É aquilo de pegar dois fuscas e montar um em bom estado. Como decidi não canibalizar o cubo de pista Record, tive de achar um outro cubo com a carcaça em pior estado mas com os demais componentes em bom estado para serem utilizados em outra restauração. Vide as fotos a seguir.
Na primeira foto é mostrado o estado do cubo, na segunda apresentamos uma ferramenta imnprovisada (2 parafusos sextavados que unidos engancham nas bordas) para retirar os "dust caps" do cubo sem danifica-los. Na terceira foto é mostrado o que foi utilizado para extrair do cubo a pista de esferas: maçarico culinário; ferramenta improvisada para empurrar para fora as pistas do cubo; um eixo dianteiro que pressiona a ferramenta improvisada de extração e não estão nas fotos o martelo e um alicate de pressão para segurar o cubo. A carcaça do cubo é aquecida com o maçarico e ela dilatando-se facilita empurrar para fora a pista do cubo - a qual foi instalada sob pressão. Na última foto estão os componentes que podem ser re-aproveitados, tudo menos a carcaça que tem 28 furos - dificil de achar aros.
Na restauração muitas vêzes é necessário canibalizar uma outra peça similar que tenha problemas graves, mas que tem partes em ótimo estado. É aquilo de pegar dois fuscas e montar um em bom estado. Como decidi não canibalizar o cubo de pista Record, tive de achar um outro cubo com a carcaça em pior estado mas com os demais componentes em bom estado para serem utilizados em outra restauração. Vide as fotos a seguir.
Cubo CampagnoloRecord em Péssimo Estado (28F) |
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Cubo Campagnolo Record sem Pista de Esferas |
Partes Re-Aproveitáveis: 2 Pistas, 2 Dust Caps e Anel do "oil port" |
Na primeira foto é mostrado o estado do cubo, na segunda apresentamos uma ferramenta imnprovisada (2 parafusos sextavados que unidos engancham nas bordas) para retirar os "dust caps" do cubo sem danifica-los. Na terceira foto é mostrado o que foi utilizado para extrair do cubo a pista de esferas: maçarico culinário; ferramenta improvisada para empurrar para fora as pistas do cubo; um eixo dianteiro que pressiona a ferramenta improvisada de extração e não estão nas fotos o martelo e um alicate de pressão para segurar o cubo. A carcaça do cubo é aquecida com o maçarico e ela dilatando-se facilita empurrar para fora a pista do cubo - a qual foi instalada sob pressão. Na última foto estão os componentes que podem ser re-aproveitados, tudo menos a carcaça que tem 28 furos - dificil de achar aros.
Fui conversar com um especialista em solda de alumínio sobre o
fechamento desses oito furos adicionais.
Perguntei se a solda dos furos enfraqueceria muito a flange do cubo. Ele
respondeu: “Como você não vai colocar
força/reutilizar essa parte, acho que não vai ter problemas”. Decidi correr o risco e pedi para ele fechar
esses 8 furos com solda de alumínio. Usei uma mini-freza da Dremel para
eliminar o excesso de solda e depois passei uma sequência de lixas: ferro 220,
d’água 320, 400, 600 e 1200, para finalmente polir com pasta para aço inox da Tramontina
(é a que tenho, mas podem ser outras).
Fechamento dos Furos Extras e Proteção das Roscas e Furos Vizinhos |
Cubo Sendo Re-Montado com Eixo da Wheels Mnfg - 10mm x 26 TPI em Cromoly |
Cubos traseiros são mais fáceis de restaurar, pois existe quase que um “padrão”
em termos de diâmetro de esferas – usam ¼” de polegada. Entretanto, existe um
outro potencial problema que é o diâmetro interno do “dust cup” que é onde
entra o cone. Se for muito largo, fica uma fresta por onde entram detritos que
atacam a bacia, o cone e as esferas. Diferença no diâmetro dos “dust cup”
ocorrem inclusive entre o mesmo modelo de um mesmo fabricante. Vi isso ocorrer
com dois cubos traseiros C-Record da Campagnolo, eles tinham “dust cups” com diâmetro
interno diferente e consequentemente o diâmetro dos cones eram diferentes !!!
Por isso, é sempre melhor utilizar a peça original.
A maior dificuldade inicial foi achar os aros, mas tive sorte e
encontrei uma liquidação de aros clincher Mavic Open Sport 700c antigos (2011 !!!)
com 28 furos por um preço muito
convidativo, mesmo pagando o frete e o imposto de importação custaram cerca de 50%
a mais que um Vzan Spin. No Brasil é difícil achar aros com esse número de
furos, mas me informaram que a Vzan fornece, sob encomenda, os aros Spin com 28
furos. Não cheguei a ligar para eles para confirmar isso.
Dado esse numero pequeno de furos, e considerando que vou usar esse cubo
nas ruas e não velódromo, provavelmente os raios serão cruzados 3X, que é o máximo
que dá com flange baixa e aro com perfil baixo, mas isso ainda precisa ser
conversado com o montador de rodas, e o ponto de cruzamento dos raios será
amarrado e soldado para dar mais rigidez.
Os raios dessas rodas serão DT Swiss ou Sapim na medida 2.0-1.8-2.0
trefilados, pois são mais resistentes.
O cubo dianteiro também será um Campagnolo Record, mas para estrada com
28 furos, pois são mais em conta que seu equivalente de pista. Ele será
convertido para pista, e para isso basta trocar o eixo para blocagem por um eixo sólido original
da Campagnolo com porcas e por razões estéticas fechar o “oil port” no centro do cubo com um
pingo de solda de alumínio. O cubo dianteiro Campagnolo
Record de Strada e o Record Pista são iguais, exceto por 2 diferenças: o de
Pista têm eixo sólido com porcas e não tem o “oil port”.
Cubo Dianteiro Campagnolo Record - 28 Furos p/ conversão p/ Pista |
Este último processo de restauração ainda está em andamento, pois faltam
chegar os raios DT Swiss e o cubo dianteiro Record para efetuar a montagem das
rodas com 28 furos.
Lembre-se do seguinte: restauração só vale a pena se for de peças de
alta qualidade ou estilosas; ou em casos especiais: você herdou/ganhou uma bike legal antiga
de seu avô ou parente e por razões subjetivas você quer deixa-la como ela era
no passado, independentemente do custo e tempo envolvido.
Bom Garimpo e Boas Pedaladas a Todos
by MarchaFixa
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Bike Check : Quadro Artesanal F. Bello
Esse
é o sonho de muitos ciclistas terem um quadro / bike feito especialmente para
ele. Entretanto nem todo mundo precisa de um. Explico. Quadros sob medida são
necessários para ciclistas urbanos que se situam nos extremos do biótipo humano
– muito baixos ou muito altos, ou ainda nos casos em que pernas, torso e braços não são
proporcionais. Segundo a Rivendell apenas
um ciclista em 50 necessita realmente de um quadro sob medida, isto é apenas 2%
dos ciclistas precisam.
![]() |
| Quadro e o Sr. Fiorentino Bello |
| Tubos Antes da Solda |
| Quadro Após Solda |
![]() |
| Quadro Após Jateamento |
| Quadro Depois de Pintado |
Quadros
artesanais são feitos nos mais diversos materiais, mas principalmente em:
cromoly, titanium e carbono etc.
Os
ciclistas recreacionais cujo objetivo é a curtição de bikes, de pedalar, na sua
maioria desejam que o quadro seja feito em cromoly. Por outro lado, os ciclistas profissionais de
pista utilizam na sua maioria quadros de carbono feitos sob medida pela LooK,
BTC (Australia) e outros. Ressalte-se que a Kalavinka também faz quadros de
carbono sob medida para competições da UCI e em cromoly para a NJS. A exceção
são os corredores keirin, que pelas regras da NJS o quadro tem que ser de
cromoly.
Ressalte-se
que o comentário acima é uma generalização, pois nada impede que um ciclista
amador encomende um quadro de carbono sob medida. Um quadro da Look de carbono para pista sob medida
custa ao redor de E$ 7 mil, que equivale à aproximadamente US$ 9 mil, enquanto
que um quadro Kalavinka de pista em
cromoly vai custar cerca de Y$ 148 mil (básico) ou o equivalente a US$ 1,600.00
. Abaixo tem uma foto tirada DAQUI.
![]() |
| Kalavinka Fixa |
Lembrando também que existem mais framebuilders que fazem quadros artesanais, mas com medidas
pré-definidas. Exemplos disso são: Bob Jackson
(UK); Rivendell (USA); Panasonic e a Georama no Japão, etc.
Há
muitos anos atrás comprei um jogo de tubos Columbus Cromor, que na época em que
era fabricado (anos 80') ele estava em quarto na linha de tubos da Columbus – sendo o top
o TSX, depois vinha o SLX , o SL, Cromor,
Gara e o Aelle por último. Os quadros Pinarello Prologo eram fabricados
com tubos Cromor e teve versões com o tubo SLX. Essa aquisição foi oportunistíca,
o preço foi em conta e não paguei imposto. Pensei que qualquer dia desses vou querer
mandar fazer um quadro artesanal com os detalhes definidos por mim, e esse jogo
de tubos é um bom começo do projeto.
| Pinarello Prólogo - Tubos Cromor |
| Pinarello Prólogo - Detalhe Decalque Tubo Cromor |
Abaixo tem uma foto de uma propaganda da Columbus onde ela mostra a gama de tubos que produzia. Eu presumo que seja dos anos 90' dada a variedade de modelos, na década anterior era menor a variedade de tipos de tubos.
Conversei sobre esse projeto com dois framebuilders. O primeiro deles não me passou confiança, pois tinha solicitado um serviço simples em um quadro de fixa e achei que não foi bem feito – teve problema de centralização.
![]() |
Tubos Columbus Anos 90' |
Conversei sobre esse projeto com dois framebuilders. O primeiro deles não me passou confiança, pois tinha solicitado um serviço simples em um quadro de fixa e achei que não foi bem feito – teve problema de centralização.
No
ano retrasado (2011) conversei com um segundo framebuilder, mas o projeto não
foi para frente por algumas razões: não tinha muitas opções de modificações –
posição do seatstays; o quadro seria feito em uma gabarito pré-definido e o “drop”
do movimento central era de 65 mm e eu queria 60 mm; os tubos seriam os deles
mas eu tinha que entregar os meus – pois eles preparam os tubos em lotes –
quase que um sistema de linha de produção e a única liberdade seria utilizar os
meus cachimbos / gancheiras. E o custo seria alto, pois pelo serviço de solda /
gabarito/ acabamento sómente do quadro eu teria de pagar quase o preço de um
quadro deles com garfo, mas eu estava dando todo o material !!! Na mesma época importei via Correios um
quadro de fixa com garfo cromado feito com tubo Reynolds 520 que era todo
cromado por debaixo da pintura, e que custou uns 30% a mais do que o preço
pedido por esse framebuilder, e eu dando todo o material.
Há
uns seis meses atrás ouvi de um mecânico da General Bike (Moema) que tinha um
italiano que tem uma bicicletaria perto da Represa do Guarapiranga que
encurtava a traseira de quadros, trocava gancheiras, alinhava quadros etc. Ele
imigrou da Italia no começo dos anos 50, trabalhou em fabrica de bicicleta e
participou de muitas competições de ciclismo nos anos 50 e 60. Ele pedala até
hoje, mesmo tendo 80 anos.
A
sua oficina fica na Av. Atlantica, 1860 – bairro do Socorro, e é bem simples,
porém ele possui uma mesa para alinhar quadros e um gabarito para a confecção
de quadros.
Resolvi
experimentar para ver o que iria sair das mãos do Sr. Fiorentino Bello, que
ainda está na ativa tendo mais de 80 anos. E também era a oportunidade de ter
um quadro artesanal feito por um framebuilder italiano radicado no Brasil.
Decidi
fazer um quadro misto fixo/speed. Ou seja, o quadro terá movimento central alto,
traseira curta - na média entre um quadro de pista e de speed, terá todos os “braze
nos” necessários para uma bike de marchas, gancheiras de pista com suporte para
cambio traseiro. Eu mesmo fiz essa
gancheira mista, utilizando como base uma gancheira de pista da Victoire Cycles
na qual foi soldado com TIG um suporte para câmbio traseiro. Este é o meu
terceiro quadro com gancheira mista fixa / marchas. O primeiro que adquiri foi
um Swan comprado nos USA. Tendo sido confeccionado por Glenn Swan e está
descrito no post: Bike
Check: Swan Fixa. Ele possui gancheiras de pista mista da Sub 11.0
(antecessora da Surly), na qual foi soldado um suporte para cambio traseiro e
isso serviu de inspiração para fazer essa gancheira mista que equipa o quadro
F. Bello. Ressalte-se que a Swan só tem
braze-nos para o câmbio traseiro e o espaçamento entre gancheiras é de 124mm,
mas nisso é possível colocar uma roda-livre de 6 ou 7 velocidades. O segundo é
um quadro fabricado pela Toyo de Osaka, que é um respeitado framebuilder
japonês que produziu quadros OEM em cromoly para a Rivendell, Specialized etc.
Ele foi adquirido de um americano que estava morando no Rio de Janeiro e ele
está equipado com gancheiras Surly mistas originais fixa/marchas e tem de
espaçamento entre gancheiras de 120mm. O
Toyo já foi montado com marchas e é possível colocar uma catraca de 6
velocidades nesse espaço de 120mm, desde que seja usado um cubo Campagnolo
Super Record (anos 70) com “locknuts” (contra-porcas) com espessura reduzida. Ressalte-se
que alguns modelos de quadros da Surly usam gancheiras mistas, por exemplo: Karatê
Monkey. E tem muitos framebuilders que fazem quadros de uso misto, tais
como: Vanilla Bicycles ; Moyer
Cycles e Yamaguchi . As fotos dos quadros desses framebuilders estão abaixo.
![]() |
| Vanilla Fixa com Gancheira Mista |
![]() |
| Gancheira Mista da Vanilla (Fixie/Road) |
![]() |
| Quadro Moyer com Gancheira Mista |
Visando
dar uma diferenciação no quadro, decidi usar nos “seatstays” ponteiras com “fleur
du lys” estilizada e também nos “braze nos” da caramanhola, ambos são vendidos
pela Ceeway (UK). O kit de cachimbos (“lugs”) é do modelo Nash que tem um ângulo
de 74 graus – muito próximo de um quadro de pista. Os demais “braze nos” não
possuem nada de especial para serem mencionados.
| Detalhe do "Lug" e da Ponteira do "Seatstay" - Fleur du Lys |
O Sr.
Bello foi bastante rápido na confecção do quadro, pois em duas semanas ele
estava em minhas mãos. O próximo passo foi jateá-lo para eliminar os resquícios
do fluxo. Foi necessário dar alguns retoques nas soldas, pois o fluxo encobre
muitos defeitos, e fica difícil para o framebuilder ver as eventuais falhas. Ele fez somente o quadro e o garfo foi
comprado. É um Benotto NOS (New Old Stock – Novo, Estoque Antigo) cromado para
combinar com o estilo clássico do quadro, e o “rake” do garfo é de 35 mm.
| Garfo Benotto ("Old School") |
O
quadro ficou após pintura com um peso de 1960 gramas e ele é no tamanho 54 cm
de centro-a-centro. Para fins de comparação: Um quadro Panasonic NJS (Sistema
POS) no tamanho 53 cm (centro-ao-topo) pesa 1980 gramas, conforme este link AQUI.
A
etapa de acabamento do quadro não foi feita pelo Sr. Bello. E que consistiu no
seguinte: frezar o tubo frontal para instalar a caixa de direção; limpar as
roscas do movimento central e dar um passe com o "alargador expansivo" (isso é jargão de torneiro) no tubo do selim
para deixar bem liso e assim facilitar a inserção do canote, o alinhamento do
quadro / suporte do cambio traseiro foi checado. E, além disso, foi necessário
frezar a pista do garfo, pois estava com 27.3 mm e para instalar uma caixa de
direção Campagnolo a pista tem que ter um diâmetro de 26.4 mm (padrão ISO / Inglês
/ Italiano).
A
pintura foi em epóxi, pois é mais rápida, mais durável e resistente a riscos e
tem um custo razoável.
Encontrei uma
recomendação interessante no site da Rivendell sobre as medidas realmente importantes para a execução de
um quadro sob medida, e estão descritas neste link AQUI.
Eles falam que as medidas cruciais são as seguintes: “Pubic Bone Height” e a
altura selim. Isso é o contrário do que fazem muitos framebuilders que tiram
uma miríade de medidas do cliente. Outro aspecto é a distinção que eles fazem
entre bike para ciclista e para colecionador AQUI : “A Rivendell custom is beautiful and smart, and it is a rider's frame
as opposed to a collector's frame”. Ou
seja, colecionadores querem quadros que tenham “show-bike Standards” para pendurar na parede enquanto que ciclistas pretendem pedalar nesses quadros. E, eles
enfatizam muito o conforto do quadro e esse aspecto é abordado AQUI (artigo sobre “Choosing
a Frame Size) pela Rivendell: “Our bias is comfort. From
comfort comes efficiency, strength, endurance, control, and fun. The best way
to achieve comfort is with higher handlebars……
Handlebars too low cause
90 percent of the discomfort people suffer.” A tradução disso é: “Nosso viés é o conforto. Do conforto vem à eficiência, força,
resistência, controle e diversão. A melhor maneira de alcançar o conforto é com
guidões mais altos.... Guidão muito baixo causam 90 por cento do desconforto
que as pessoas sofrem.” Isso implica que o guidão esteja pelo menos na
altura do selim ou um pouco mais alto, que para muitos soa como uma heresia. Guidões
mais altos podem ser obtidos usando-se mesas com inclinação de 90 graus,
enquanto que as mesas tradicionais de speed tem 72 graus (são paralelas ao tubo
superior na geometria tradicional); utilizando-se mais espaçadores na caixa de
direção – deixando-a mais alta. Mesas de 90 graus em alumínio forjado são
raras, mas existem da Sakae e da Nitto, e tem a Cinelli modelo Grammo em titânio,
e da Titec também em titânio. Esse é o motivo por trás do uso da mesa Sakae de
90 graus na montagem desta fixa.
Na
verdade eu não me incluo no seleto grupo de ciclistas que necessitam de um
quadro sob medida, pois para mim fica perfeito um quadro que tenha um tubo do
selim com 54 cm (c-ao-c) e um tubo superior na mesma medida ou levemente maior –
55 cm (c-ao-c). Porém foi uma curtição planejar e executar todo esse projeto. Neste link AQUI tem uma folha onde estão listadas as infiormações necessárias para a construção de um quadro de pista sob encomenda; é simplesmente um exemplo para o leitor saber. Cada framebuilder tem a sua listagem de caracteristicas do quadro que o ciclista deve escolher.
A
intenção inicial era montar esse quadro com marchas e usando um grupo Campagnolo
Centaur / Veloce e outros componentes dos grupos superiores a esses (Record e
Chorus) e teria 9 velocidades com alavancas de câmbio indexadas no quadro (Obs.: Dá para converter alavancas de triathlon Campagnolo
de 9V em alavancas para quadro; mas existem elas originais para essa
finalidade, mas são meio mosca branca).
Inicialmente
a montei como fixa com as peças que eu tinha sobrando, enquanto procurava os componentes
para deixá-la com marchas. Entretanto, gostei muito dela como fixa e desisti de
colocar marchas. Então resolvi fazer uns “upgrades” dos componentes para fixa. Neste
quadro estarei usando o terceiro cubo Campagnolo que converti em pinhão parafusado
(o processo de conversão está descrito neste post: Como
Converter Cubo de Rosca em Cubo com Pinhão Parafusado ). Além disso, estou testando o uso de blocagem
em cubo de fixa, pois o Sheldon Brown dizia que isso funcionava, mas com boas
blocagens (Obs.: A um tempo atrás comentei
isso com conhecido especialista em fixas e ele disse: “Isso funciona para o Sheldon, mas
comigo nunca funcionou”. O Sheldon diz que blocagem de “boutique”
não funciona em fixa). Fiz uma pesquisa
nos fóruns do exterior sobre a melhor blocagem utilizada nas MTBs e na opinião
de muitos é a do cubo Deore XT. Entretanto eu não tinha essa blocagem, mas
utilizei uma Suntour XC Pro – essa era do grupo top da Suntour para MTB nos
anos 90 e a modifiquei colocando um miolo de fechamento da Innovation que usa
uma chave Torx para fechar a blocagem, eliminando a alavanca. A lista de componentes está
abaixo.
| Bike Fixa F. Bello Montada |
Componentes da Fixa F. Bello:
Quadro: F. Bello com
gancheiras mistas (pista/speed) em cromoly da marca Victoire Cycles
Garfo: Benotto em
cromoly , gancheiras Campagnolo e rake de 35mm.
Cubo Traseiro: Campagnolo Nuovo Tipo
(1972) de flange alta convertido para pinhão parafusado.
Cubo Dianteiro: Campagnolo
C-Record.
Caixa de Direção:
Campagnolo Chorus (rosca).
Guidão: IRD riser
– 50cm.
Mesa: Sakae X –
120 mm.
Manoplas: Ritchey.
Manete de Freio:
Tektro RL-326 – cross lever.
Freio Dianteiro:
Campagnolo Chorus .
Canote: Campagnolo
Record Aero.
Parafuso da
braçadeira do canote: Campagnolo.
Selim: Selle
Italia Turbo Pro Team - Indurain.
Movimento
Central: Campagnolo Veloce 111mm.
Pedivela: Campagnolo
Record Pista 165 mm – polido (144BCD).
Coroa: Sugino
Royale (old school) – 3/32” com 44 dentes.
Corrente : Shimano
HG-51 – 8V - 3/32".
Pedal / Firma-Pé:
Campagnolo Chorus Aero.
Correias: Campagnolo.
Aros: Mavic Open
SUP CD.
Raios: DT Swiss .
Pinhão Parafusado:
Fórmula cromado - 3/32” c/ 17 dentes – foi convertido em parafusado.
Pneus: Michelin Speedium II – 700 x 25.
O pêso da fixa com esses componentes ficou em 8,65 Kgs.
O pêso da fixa com esses componentes ficou em 8,65 Kgs.
| Cubo Campagnolo Nuovo Tipo (1972) com Pinhão Parafusado |
| Cubo Campagnolo Nuovo Tipo (1972) - Outro Lado |
| Cubo Campagnolo C-Record |
| Pedivela Campagnolo Record Pista com 165mm |
| Freio e Caixa de Direção Campagnolo Chorus |
Haverá os seguintes upgrades: o guidão será um Nitto bullhorn – modelo RB-018 HT – 42cm; com uma fita de guidão azul, a
mesa será também da Nitto com 105mm (só falta ela para poder montar - um amigo está trazendo) e é
mais alta que dá o mesmo resultado que uma mesa de 90 graus e o manete de freio
será um Salsa Cross Lever.
By MarchaFixa
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